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Após a adesão ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o México reergueu sua economia. O motor do "milagre" são as chamadas maquiladoras – montadoras norte-americanas que cruzam a fronteira em busca de custos menores e mandam a maior parte da produção de volta aos Estados Unidos (EUA). Nos últimos anos, porém, o desaquecimento da economia norte-americana está gerando uma tendência recessiva no México e o governo busca novos parceiros comerciais.
“O futuro pertence ao BRIC”
A sigla corresponde ao conjunto de países formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China, os países que formam o pelotão de elite das economias emergentes. Segundo análise da consultoria Goldman Sachs, estes são os mais prováveis candidatos a integrar o G6, grupo das seis maiores economias do mundo, a partir de 2050. O México foi incluído nesse conjunto por apresentar os critérios de “admissão”, como crescimento econômico, renda per capita e demográfica, padrões da demanda mundial e movimentação do dinheiro.
Nas próximas décadas, as economias do BRICM deverão superar a maioria das que hoje são líderes mundiais, devendo o México apresentar a seguinte performance em relação ao Produto Interno Bruto (em trilhões de dólares), em nível mundial (Fontes: Goldman Sachs, CIA, FMI):
Ano 2005 12º. México 0,8
Ano 2025 11º México 2,4
Ano 2050 6º México 7,8
Aspectos econômicos
O México tem uma economia de mercado livre que recentemente entrou na classe dos trilhões de dólares. Possui uma mistura de modernidade com uma indústria antiga e a agricultura dominada pelo setor privado.
A recente administração tem expandido a competição em portos, ferrovias, telecomunicações, geração de energia, distribuição de gás natural e aeroportos.
A relação com os EUA e Canadá triplicou desde a implementação do NAFTA, em 1994. O México tem 12 acordos de livre comércio com mais de 40 países, incluindo a Guatemala, Honduras, El Salvador, a Área Européia de Livre Comércio e o Japão, colocando mais de 90% dos negócios nos acordos de livre comércio.
População
Em 2006, a população mexicana estimada era de 107 milhões de habitantes, com expectativa de vida média de 75 anos.
Cerca de 48% da população constituem-se de homens e 51% de mulheres.
O México é um país constituído basicamente por jovens, sendo a idade média da população mexicana de apenas 25,3 anos.
O crescimento médio da população estimado era de 1,16% ao ano, também em 2006. Essa tendência, se continuar, posicionará o México, em 2025, entre os países mais populosos do mundo.
Grupos étnicos, idioma e religião
Os principais grupos étnicos são: mestiços (indígena-espanhol) 60%, indígenas 30%, caucasianos 9% e outros 1%. O idioma oficial é o espanhol, mas existe grande número de línguas indígenas, sendo 15 consideradas relevantes. Aproximadamente 89% da população são de religião católica, seguidos por protestantes com 6% e outras religiões com 5%.
México City
A Cidade do México (em castelhano Ciudad de México) é a capital e a maior cidade do México, com uma população total de cerca de 22 milhões habitantes em sua zona urbanizada. Está situada a 2.235 metros acima do nível do mar.
É considerada uma das cidades mais poluídas do mundo, pois, em suas proximidades, encontram-se dois vulcões, que formam uma espécie de bolsa de poluição sobre a capital. Em alguns meses do ano, a cidade é coberta pelo smog, uma espécie de nevoeiro cinza/preto com poluição. A cidade também conta com uma das frotas de veículos mais antigas. Muitas indústrias estrangeiras estão instaladas na cidade.
Metade da sua população está empregada no setor secundário. Entre as suas atividades industriais destacam-se refinarias de petróleo, centros siderúrgicos e indústrias de cimento, de confecções, de vidro, de calçados, de papel, bem como as indústrias químicas, alimentares, cerâmicas, mecânicas e de automóveis.
México City conta com a Universidade Nacional, o Instituto de Antropologia e História e o Instituto Politécnico Nacional.
O mundo de negócios está centrado na capital México City, onde a história e a modernidade convivem harmonicamente.
Como negociar com os mexicanos
Os executivos mexicanos são, em geral, muito bem preparados. Nas reuniões de negócio o executivo deve-se mostrar muito paciente; há muita formalidade nos contatos.
Recomenda-se usar roupas de cores mais discretas e sem exageros.
Em público, os homens não devem ficar em pé com a mão nos bolsos; é um sinal de hostilidade ou provocação.
O aperto de mãos suave é o cumprimento entre os homens e as mulheres no México. Os homens devem aguardar que a mulher lhe estenda a mão.
O cartão de visita é uma ferramenta indispensável e respeitada.
Nas reuniões de negócios, o tema substancial não é abordado imediatamente. É essencial investir um tempo para cultivar o relacionamento pessoal e uma relação de amizade.
Os mexicanos gostam de barganhar. A proposta inicial deve deixar espaço para concessões posteriores.
Os mexicanos são expressivos na comunicação verbal. As vozes em tom elevado não devem ser consideradas como ataques pessoais. Os intervalos podem demorar três horas, mas os negócios são abordados com freqüência, durante este período.
Os jovens crescem rumo a um futuro promissor, desde que se consiga gerenciar as tensões sociais que se erguem contra a exploração, principalmente do homem de campo e do operário. Os movimentos contra as expropriações falam alto...
Por decisão do Governo do México, não há mais necessidade de visto de entrada para os turistas e homens de negócios que viajarem para o México apenas por um período máximo de 30 dias.