Administradores trabalham com pessoas, os líderes mexem com as emoções.  Diante de uma miríade de abordagens sobre a “onda empreendedorismo”, muitas vezes, sinto-me mais afogando do que surfando na crista dela, no que diz respeito a um entendimento aplicável para o dia-a-dia; uma situação que fica ainda mais intrincada quando ligada à discussão sobre a figura do líder “empreendedor”, no mundo corporativo.

 

Creio que, no fundo, cada um deve conceber sua própria  interpretação e construir seu próprio perfil de competência (conhecimento, habilidade, atitude e postura), ou seja, o diferencial competitivo do líder empreendedor corporativo.

 

Portanto, quero aqui apenas ancorar o conceito do líder empreendedor corporativo nas suas dimensões básicas; a interpretação própria — a quarta dimensão — fica a critério de cada um...

 

Líderes, com sua raiz etimológica no latim ducere, que significa “conduzir” (no inglês, se tornou “to lead”), são capazes de mobilizar pessoas em torno de causas comuns, viabilizar grandes realizações por meio de equipes, compreender e explorar o que existe de melhor em cada pessoa, reduzir a distância entre objetivo e resultado; enfim, eles têm seguidores que os seguem porque percebem que eles promoverão o que as pessoas mais procuram: alternativas para sua jornada pessoal e profissional.

 

Administradores trabalham com pessoas, os líderes mexem com as emoções. É o caso do “líder” Martin Luther King, que se dedicou a abrir caminhos para a emancipação dos negros nos Estados Unidos. Mas isso, por si só, não faz de um líder um empreendedor.


O empreendedor, palavra de origem greco-latina (“pegar para conquistar”), é mais do que um empresário. Quem abre um negócio é, a priori, um empresário que visa “poder”: o de buscar lucro para crescer e expandir. Um empreendedor também visa “poder”, mas vai além, na busca do novo, do nunca experimentado, do aparentemente “louco”.

 

Ele atua na forma de auto-aprovação: constrói, primeiro internamente, a engenharia de um empreendimento, que pode ser a emigração para um outro continente, um casamento com uma pessoa de outra raça ou um trabalho jamais imaginado. Em seguida, coloca seus projetos “à prova de bala”, na teia do empreendimento Vida S.A., sempre testando seu limite. Assim o fez Sir Edmund Hillary, o neozelandês que, ao responder a pergunta sobre a vivência de ter sido o primeiro homem a escalar (em 1953) o Monte Everest (8.848 m), afirmou: “Não é à montanha que conquistamos, mas a nós mesmos”.

 

O empreendedor é sempre impelido por três valores-chaves, como: propósitos ousados — muitas vezes, carimbados por outros de “utopia”; envolvimento de talentos — buscando as melhores pessoas que puder, para trabalhar com ele e confiando em que elas podem realizar o melhor trabalho para ele e para elas próprias; movimento de “quebra-mesmice” — muitas vezes, pichado de “subversivo”.

 

Em suma, o empreendedor transforma, coletivamente, sonhos em soluções — vide Walt Disney, o idealizador do Disney World: “Se você pode sonhá-lo, você pode realizá-lo”; idéias em negócios — vide Samuel Klein, o fundador da Casas Bahia: “Cada casa deve ter uma geladeira, etc”; metas em resultados — vide J.F. Kennedy: “Daqui a 10 anos, quero que um americano seja o primeiro homem a pisar no solo da lua”.

 

O corporativo — como a própria palavra já insinua, com seu apelo a corpo, a empresa é entendida como ser vivo — comanda organizações, unidades ou áreas em ambientes de instabilidades e obstáculos constantes, que impõem, muitas vezes, mudanças radicais. Ele evidencia sua veia empreendedora, movendo-se, com estratégia e ação assertivas, como um “foguete em busca do calor”. Através dos seus seguidores, aplica práticas de gestão corporativa, de valor oxigenado, por seu alto teor de aprendizado contínuo. Está preparado para enfrentar as contingências, os riscos e as loucuras do mundo dos negócios.

 

Nas empresas, um ambiente de trabalho aberto, franco, informal e inovador, onde idéias e críticas fluem como mercúrio, é primordial para a desenvoltura bem-sucedida do líder empreendedor corporativo. Se não existir, ele tem de criá-lo, como o fez Jack Welch, que sempre forçou iniciativas que promoviam o empowerment — a delegação com responsabilidade e equipes autogeridas, entre outras. E mais: não só se deve criar condições para empreender, mas também para formar empreendedores; nisto reside o grande desafio de qualquer programa de liderança empreendedora corporativa.

 

Juntando então os elementos “líder”, “empreendedor” e “corporativo”, obtemos como resultado o líder empreendedor corporativo: aquele que, focado em resultados, se transforma em agente de mudanças e lança seus seguidores à ação para que, de meros seguidores, passem também a ser líderes empreendedores corporativos, num ciclo contínuo e evolutivo.

 

Então, você já tem subsídios suficientes para elaborar sua própria definição (a quarta dimensão) de líder empreendedor corporativo > “3 em 1” ? Não tenha medo de ter sucesso, mas lembre-se: O atleta treina mais do que compete; com o executivo, acontece o contrário: ele compete mais do que treina, ou seja, há aqui uma inversão de pólos. Portanto, treine, treine, treine — Ayrton Senna provou o resultado desta receita de sucesso.

 

Werner Kugelmeier

 


 

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