O mundo injetou US$ 1.000.000.000.000 para bancos  - 0.3% seria suficiente para acabar com a fome no mundo durante um ano...

 

Estamos perdendo a noção de valor?

 

US$ 1,1 trilhão, é essa a cifra da dose a ser injetada na veia financeira do mundo.
Os líderes mundiais decidiram destinar US$ 1,1 trilhão para revitalizar o sistema financeiro, ou seja, restaurar o crédito, investimentos e empregos, a fim de retomar a trajetória de crescimento da economia mundial. Estima-se que, até o fim de 2010, o montante chegue a US$ 5 trilhões.

Faz parte do aprendizado da tal de crise internacional, assimilar quantos zeros tem 1 trilhão. Para quem tem dúvidas: a cifra 1.000.000.000.000 tem 12 zeros.

 

Para nós que vivemos no Brasil, lidar com muitos zeros até que não é tão difícil como para os estrangeiros. Vejamos um exemplo: esse é o montante arrecadado em tributos pelo Brasil, no ano passado. Diga-se de passagem que o Impostômetro, painel eletrônico que mostra a receita tributária em tempo real, precisou ser trocado por não comportar mais tantos dígitos. Este “fato trilionário” não está sendo enfrentado como “crise”, mas encarado como “realidade”...
 
Para não perder a noção da relatividade, fazendo um outro cálculo relacional (em analogia a uma comparação feita por um telespectador espanhol) vamos lembrar: O planeta tem 6,8 bilhões de habitantes. Dividir 1 trilhão de dólares entre as 6,8 bilhões de pessoas equivaleria a entregar 147 milhões de dólares a cada uma…
 
Fazendo um outro cálculo relacional, vamos comparar a cifra de US$ 1.000.000.000.000 com uma outra cifra: (apenas) US$ 3.000.000.000, ou 0,3% desse valor, seriam suficientes para combater a fome no mundo, por um ano (como ilustrado pela TV Deutsche Welle)...
 
Diante da “generosidade” mostrada em relação à ajuda financeira aos bancos, podemos concluir: (1) tem muito dinheiro disponível; (2) onde tem vontade política, o dinheiro aparece; (3) quando é para recorrer ao sistema financeiro, criam-se mecanismos de canalização.
 
É bom lembrar que se a ajuda de US$ 1 trilhão (sem contar os mais dois trilhões de dólares vindos dos EUA e da Europa) “vingar”, chega-se, no fundo, ao patamar de setembro de 2008, ou seja, sem melhoria de fato, sob o aspecto de desenvolvimento; em outras palavras, uma situação em que no Brasil, por exemplo, significa que o spread dos bancos (diferença de juros sobre dinheiro tomado do Banco Central e dinheiro emprestado ao público) é um múltiplo do orçamento para a Educação...
 
Não está na hora de injetar uma dose no sistema educacional, reconhecido como a moeda de troca de desenvolvimento sustentável?

Olhando para frente: a maioria dos habitantes do planeta vive num mundo em desenvolvimento, cuja população passará de 5,6 bilhões de indivíduos neste ano para 7,9 bilhões em 2050 (France-Presse).
 
Partindo obviamente de uma consideração simplista, com a “distribuição” acima não só se erradicaria, de imediato, a pobreza do mundo, transformando automaticamente todos os habitantes da terra em milionários, mas também sobraria dinheiro para a educação de mais 2,3 bilhões de pessoas até 2050 – um contingente que, a rigor, pode se transformar em uma população consumidora, geradora de demanda, de produção, de impostos, etc.…
 
Em outras palavras, em vez de já projetar que, até o fim de 2010, o montante de ajuda financeira chegará a US$ 5 trilhões, como se estivéssemos diante de uma fatalidade, por que não investir já em educação, cognitiva e(!) comportamental?
 
Repetindo: não é uma questão de dinheiro disponível, mas aparentemente a falta de vontade política que impede a viabilização.
 
O jogo de trilhões tende a criar um “buraco negro” na noção de valor: estamos conseguindo ainda entender se o valor de US$ 1 trilhão é muito ou pouco? Será que já estamos perdendo a consciência de que a preservação, ou melhor, a reconquista de valor ético não custa nada, bastando apenas querer? Por que não assimilar que o desencaixe financeiro tem valor apenas imediatista e o investimento em educação tem seu valor na sustentabilidade de crescimento e expansão, tanto individual como coletivo?
 
Por que permitir que a “crise” financeira mundial tenda a ofuscar uma realidade pior, forjada pela perda de consciência de valor?
 
Por onde começar a mudar para fazer deste momento uma oportunidade para resgatar o valor do respeito ao próprio futuro e ao dos outros?
 
O comportamento ético dentro das empresas é um assunto que se torna cada vez mais importante, dentro da denominada Governança Corporativa. As organizações estão adotando boas práticas de governança que se referem à prestação de contas pela direção, à transparência das informações prestadas e à equidade no tratamento dos stakeholders (colaboradores, clientes, fornecedores, comunidade e claro, investidores); tudo é uma questão de responsabilidade corporativa, que objetiva a relação limpa e participativa com o seu público.
 
Apostando nessa oportunidade, tomo a liberdade de fazer uma analogia com um pensamento de Albert Einstein: “Não é com os pés que se sobe os degraus da escada da vida, é com a cabeça!”,  no sentido de “Não é (só) com o dinheiro que se sobe os degraus da escada da sustentabilidade econômico-financeira, é com a ética”.
 
Para tornar-me mais explícito: injetar ética na veia educacional não custa US$ 1.000.000.000.000...
 

Werner Kugelmeier

 

Humanidade - O jogo do trilhão


 

Fale Conosco - WK Prisma

 Tel: +55 (19) 3256-8534 / 98219 2638
    E-mail: clique

    Endereço: Rua Cândido Portinari, 258
    13088-007 Campinas – SP

 

       

                

Blog - WK Prisma 

 

 

Bem-vindo ao blog da WK PRISMA
Educação Corporativa Modular

 

Blog

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Social - WK Prisma Werner Kugelmeier FacebookWerner Kugelmeier - LinkedIn

 


© Copyright 2010, WK PRISMA®. direitos reservados
Produzido por Dinamicsite

A página solicitada não foi encontrada !

Verifique se digitou o endereço corretamente. Se esta página foi indicada por um Sistema de Busca (Google / Yahoo / MSN) este ainda não se atualizou após a remoção da página.

Faça uma Busca Interna com uma da(s) palavra(s) solicitada(s) ou avise-nos.

Obrigado !