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Werner Kugelmeier

Werner K. P. Kugelmeier.
Diretor
Proprietário da WK
Prisma Educação Corporativa
Modular, Empresa de
Treinamentos Empresariais.

 O conceito de Empregabilidade vem sendo disseminado já faz um bom tempo, ao contrário do da “Empresabilidade”. 
 

Entende-se por Empregabilidade a busca constante do desenvolvimento de competências, para buscar ou manter um emprego atrativo. A “Empresabilidade” é geralmente entendida como a capacidade das empresas de desenvolver e utilizar as competências intelectuais e técnicas de seus membros, para sustentar um posicionamento diferenciado no mercado.

 

Quero sugerir aqui que se enxergue o assunto “Empresabilidade” sob um prisma ampliado, ou seja, a capacidade da empresa de atrair colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros, investidores e comunidade, os chamados Stakeholders – os grupos que lidam com a empresa no dia-a-dia. É aqui que se invertem os pólos: a pergunta não é (apenas) o que o profissional deve fazer para ser empregável, mas (também) o que a empresa precisa fazer para se tornar “empresável” perante o público acima, ou seja, para se tornar uma opção preferida para negócios; em outras palavras, para ser “empregada” pelos players acima.

 

Por que não despertar a coragem de empreender, na condução de seu negócio, através das seguintes cadeias de valor agregado para o negócio? – as quatro faces da pirâmide empreendedora:

  • 1. Ousar (metas) — envolver (gente) — mover (mudanças e horizontes).
  • 2. Propósito (clareza) — pessoa (networking) — processo (canalização de recursos).
  • 3. Competência (saber aprender) — atitude (querer aplicar) — postura (fazer acontecer).
  • 4. Conhecimento (multicultural) — experiência (internacional) — sabedoria (pessoal).

 

As cadeias evolutivas acima sugerem que o aprendizado contínuo se torne um hábito organizacional, necessário para alcançar o objetivo maior: crescer e expandir — com rentabilidade, de forma sustentável.

 

Para ser percebida, reconhecida e recompensada como sendo diferente e não ser “apenas mais uma”, requer das empresas atitudes que têm sua âncora na formulação da visão de futuro, através de um Plano de Negócios (business plan) que, por sua vez, deve ser alimentado pela Gestão do Conhecimento (knowledge management) que pergunta como vamos ganhar dinheiro com aquilo que conhecemos e que descentraliza a gestão através da criação de unidades de negócios (profit centers). Trata-se de um comportamento que estimula as pessoas através de delegação de poderes (empowerment) e zela pela transparência com os colaboradores (endomarketing).

 

A empresa acaba se entendendo como a responsável por sua carreira e como capaz de gerir suas competências, de tal forma que possa multiplicar seu potencial produtivo no seu negócio central (core business).

 

Resta lembrar que a empresabilidade engloba a dimensão comunidade, onde a empresa está inserida. Nasce aqui a razão para combinar decisões empresariais, de cunho econômico-financeiro, com ações de responsabilidade sócio-ambiental.

 

Fecha se, assim, o “clube” dos stakeholders da empresa: pessoal – cliente – fornecedor – investidor – comunidade.

 

Que sirva este artigo para desmistificar a “Empresabilidade”, a empregabilidade da empresa. 

 

ATENÇÃO
Reprodução autorizada desde que mantida a originalidade do texto e os credenciais do autor, comunicando sua utilização através do E-mail !

 


Não pergunte o que a empresa pode fazer para a sua carreira,
pergunte o que você pode fazer para a carreira da empresa
!
Werner Kugelmeier



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