Como explorar esta fonte de valor múltiplo para a gestão empresarial

 

Durante os anos 90, movimentos como a globalização e responsabilidade social ganharam espaço em velocidade e dimensão sem precedentes, enquanto um movimento de multiculturalismo ainda está muito aquém do seu potencial de oxigenar a educação corporativa; um paradoxo, uma vez que os dois primeiros movimentos poderiam se alimentar do último e vice-versa.

Como cultura entendemos as crenças e comportamentos transmitidos de geração em geração, através do aprendizado. Um condicionamento que traz consigo o risco de atrofia biológica e miopia cultural; é como na agricultura: monocultura apodrece o solo.

 

Porque não romper com esta visão “próprio umbigo” e partir para uma perspectiva multicultural, começando aqui no Brasil, que abre espaço para maior compreensão e empatia por grupos marginalizados, como os índios – “legítimos donos do Brasil”; os negros - co-criadores da riqueza no Brasil; a mulher -“a verdadeira criadora, se pensarmos pelo ângulo de que todos somos nascidos dela” e tantos outros.

 

 

A oxigenação que cada pessoa pode oferecer por sua diferença cultural é a chave da inovação, hoje reconhecida como competência central chave dos negócios; o espectro do multiculturalismo, olhando os cinco continentes evidencia um mix global, composto de seriedade européia, pragmatismo americano, flexibilidade latina, esperteza árabe, sabedoria oriental, resistência africana e modernidade australiana. No âmbito humano a diversidade abrange uma grande extensão de qualidades e características que tornam únicos os indivíduos e os grupos, como etnia, raça, cultura e habilidades físicas.

 

 

Dada a dificuldade que muitas empresas têm para lidar com questões multiculturais, pretendo destacar aqui a importância da inclusão multicultural na cultura corporativa e sugerir linhas de ação para as empresas perceberem o valor da diversidade multicultural.

 

Não existem receitas “bate pronto” que possam ser aplicadas, se não práticas mais eficientes que outras, idéias que surgem de diferentes âmbitos no mundo do conhecimento de ambientes culturais diversos.

 

A globalização traz oportunidades de contatos que superam fronteiras e distâncias, formando uma rede interativa entre os países, através da crescente mobilidade das pessoas, facilitada pela tecnologia nova da informação e comunicação; basta seguir com mobilidade mental e comportamental para evitar o risco: estar rico em dados e informações multiculturais, mas pobre em conhecimento e compreensão multicultural, ou seja, carente de competência de adaptação.

 

Nesta perspectiva, é necessária uma gestão cultural, que integre a diversidade cultural de tal forma que permita conciliar a conservação dos rasgos culturais próprios com a participação em um mundo cada vez mais inter-relacionado. Chegou o momento de pensar globalmente, aprender internacionalmente e agir localmente. Empresas que querem, podem e/ou precisam competir em um mercado global têm necessidade de profissionais que conheçam culturas do mundo lá fora e que “apanham, aprendem e avançam” com elas.

 

A globalização deve começar dentro da autogestão de cada pessoa: nasce o empreendedor que está aberto a incorporar outras culturas no seu modo pensar, sentir e agir ( sem jamais entregar a própria identidade ) e identifica referências no mundo para embasar seus objetivos de crescimento, pessoal e profissional.

 

No âmbito empresarial, as práticas de diversidade multicultural visam medidas que promovam a diferença racial, mental e comportamental entre pessoas, como um valor a ser desenvolvido em benefício do empreendedorismo corporativo e da inteligência corporativa, ou seja, da empresabilidade, entendida como a capacidade da empresa de atrair e reter talentos, clientes, fornecedores, parceiros e investidores, para alcançar seu objetivo maior: crescer e expandir com lucro.

 

Como transformar a gestão da diversidade em competência individual ou corporativa ? Seguem aqui algumas dicas.

 

Estude História, Geografia e Etnologia, seja amigo de idiomas ( pense em mandarim!), aproveite oportunidades de viagens internacionais ( viagens em baixa estação para EUA ou Europa podem ser mais baratas do que viagens em alta estação para o Nordeste (misture-se com a população local e mantenha contatos pós-viagem (pense em intercâmbio família x família, para otimizar a adaptação a novas culturas e costumes e criar novos círculos de amigos); não hesite em casar com um parceiro de um outro continente....

 

Quando atuante em uma empresa, compartilhe o aprendizado em outras culturas com subordinados, colegas e superiores. Negocie com a empresa uma ajuda de custo para uma pós-graduação nos exterior, convencendo que você vai reverter o ganho para ela mesmo.

 

Quando à frente de uma empresa, unidade de negócios ou área, dê voz às pessoas de culturas diferentes, na formulação de Visão, Missão e Valores e aproveite a participação de pessoas com visão e/ou vivência multicultural, na formatação de um modelo de gestão multicultural.

 

A promoção da diversidade apresenta-se como opção estratégica para alcançar objetivos como: desempenho financeiro sólido ( constatado pelo próprio Ministério de Trabalho, 2003), maior produtividade e mais criatividade. E mais, diversidade multicultural representa uma exigência do mercado “sem fronteiras”. A globalização aumenta o volume do comércio internacional e o número de fusões internacionais. O impacto é a busca cada vez maior de competências multiculturais, para não dizer globais.

 

 

Líderes e talentos globais atravessam fronteiras e superam barreiras multiculturais.

 

Uma equipe diversificada permite que a empresa aumente suas oportunidades de negócio e encontre soluções inovadoras. Membros de grupo que pensam, sentem e agem parecido, tornam-se insulares em suas idéias ( experimento na University of Michigan). Por ter dentro da empresa pessoas que entendem diferentes desejos e necessidades em novos mercados, segmentos, nichos e clientes, a empresa pode se aproveitar de raciocínios e estratégias diferentes que melhor atendem às respectivas demandas e levam o negócio a resultados surpreendentes. Times de futebol europeu já experimentaram casos de sucesso, a inclusão de jogadores brasileiros ou africanos no elenco.

 

Como já dizia o estrategista do império chinês, Sun Tzu, em seu livro, A Arte da Guerra, “para se vencer uma guerra é preciso conhecer muito bem o inimigo”.

Por sua vez, equipes distintas pela diversidade são mais atraentes para talentos que chegam e ficam nas empresas, formando um "mix" que traduz a contribuição de cada um, gerando uma sinergia que transcende o somatório de contribuições individuais: “1+1=3”.

 

As empresas brasileiras precisam reconhecer a realidade multiracial e multicultural que caracteriza a população brasileira. Diante de um cenário econômico cada vez mais exigente, é preciso que se invista e explore o potencial que a diversidade dessa população apresenta. Reside aqui a oportunidade de compensar o chamado “custo Brasil” por “benefício Brasil”. 

Werner Kugelmeier

 


 

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