Opção estratégica para alcançar objetivos como desempenho financeiro sólido, produtividade e criatividade, a diversidade multicultural representa exigência do mercado.
Ao contar com pessoas que entendem diferentes desejos e necessidades de mercados, segmentos, nichos e clientes, as empresas podem e devem se aproveitar de raciocínios e estratégias que melhor atendam às demandas e levam o negócio a
resultados surpreendentes.
Uma equipe diversificada permite que a empresa aumente suas oportunidades de negócios e encontre soluções inovadoras.
Membros de grupo que pensam, sentem e agem parecido, tornam-se insulares em suas idéias (experimento na University of Michigan).
As corporações podem se aproveitar de raciocínios e estratégias diferentes que melhor atendem às respectivas demandas e fazer toda diferença. Times de futebol europeu já experimentaram casos de sucesso, a inclusão de jogadores brasileiros ou africanos no elenco.
Como já dizia o estrategista do impériochinês, Sun Tzu, em seu livro, A Arte da Guerra, “para se vencer uma guerra é preciso conhecer muito bem o inimigo”.
Por sua vez, equipes distintas pela diversidade são mais atraentes para talentos que chegam e ficam nas empresas, formando um ‘mix’ que traduz a contribuição de cada um, gerando uma sinergia que transcende o somatório de contribuições individuais: “1+1=3”.
As empresas brasileiras precisam reconhecer a realidade multiracial e intercultural que caracteriza a população do nosso país.
Diante de um cenário econômico cada vez mais exigente, é preciso que se invista e explore o potencial que a diversidade dessa população apresenta.
Reside aqui a oportunidade de compensar o chamado “custo Brasil” por “benefício Brasil”.
Analisado mais de dez países ao redor do mundo a regra chave para a diversidade intercultural é a combinação de postura global, pensamento internacional e ação local.
Ao negociar com um árabe saudita, por exemplo, todos os produtos que pretendam vender devem estar etiquetados no idioma árabe, quando destinados à exportação. A língua árabe representa o símbolo principal. Atos como cruzar as pernas não são bem vistos, pois mostrar a sola do sapato que está usando representa um insulto no país.
Cingapura é excelente porta de entrada para o resto da região Ásia-Pacífico. O ponto crucial neste país são as negociações de contratos e a nomeação de agentes.
Já com o australiano, é importante entender que no país os sindicatos, a união de classes e a defesa do consumidor regulam intensamente a atividade empresarial, fazendo com que todos estejam ligados a seus deveres e obrigações.
Já nos EUA apenas o inglês, profissionalismo e agilidade podem não ser suficientes.
É importante ter em mente que os assuntos têm que ser tratados de maneira
direta e sincera.
Não tem como pensar em fazer sucesso no exterior sem levar em consideração a diversidade multicultural.
Para negociar com sucesso em e com diferentes culturas, aqui algumas dicas:
Experimente – vale a pena!
Werner Kugelmeier
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