Os executivos coreanos são tidos como negociadores educados, mas difíceis e competitivos.
É típico de um coreano introduzir em suas negociações comerciais uma dose elevada de patriotismo sincero. Um coreano negocia pensando em seu país.
A lealdade é fundamental: os compromissos de uma negociação comercial obrigam a pessoa a cumpri-los integralmente. Tudo o que é dito torna-se um compromisso, mesmo que seja uma simples conversa durante uma refeição ou no karaokê. Este último, aliás, é uma verdadeira paixão coreana. Se o nosso comportamento for adequado, conquistaremos um sócio comercial e, possivelmente, uma relação que perdurará por toda a vida.
A comunicação tem também um papel fundamental. Ela deve ocorrer mediante o contato pessoal e não pelo telefone ou por outros meios.
Compartilhar dados e as atividades da vida cotidiana é o que faz de alguém um parceiro confiável.
Face à importância de se tecer uma rede forte e duradoura de contatos pessoais, compreende-se por que as mensagens da cultura asiática não são explícitas e por que as pessoas costumam decifrar uma parte considerável da comunicação, desde gestos sutis a idéias não articuladas verbalmente.
Uma influência direta do confucionismo na cultura coreana é o que se conhece como kibun, isto é, a preservação perene da harmonia da pessoa e do lugar. Trata-se de um desafio considerável para os ocidentais, já que com uma só palavra pode-se irritar alguém e romper a harmonia. Por isso, é importante cultivar uma relação pessoal que permita detectar se, em algum momento, importunamos nosso parceiro.
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