Ao viajar para o Japão, o exportador brasileiro deve estar consciente de que as organizações japonesas são conhecidas por estimularem a internacionalização. As empresas brasileiras que desejarem negociar com esse mercado não podem pensar que uma carta, um e-mail ou um telefonema, visando um provável relacionamento comercial, estimulem uma resposta ou demonstrem um possível interesse.
Na estrutura empresarial existente, a maioria dos grupos industriais e financeiros japoneses está ligada a Trading Companies locais, responsáveis pela importação e exportação. Portanto, o início dos negócios no mercado japonês se dá, via de regra, por intermédio dessas organizações poderosas e competentes; não se espante se, em uma reunião, for confrontado com uma meia dúzia de executivos prontos para tirar um raio-x de você, de sua empresa e da sua proposta.
Também fique preparado para responder as mesmas perguntas feitas por vários executivos, que fazem isso de propósito, apenas para cruzar as suas respostas, com o intuito de testar a sua consistência e a melhor decisão coletiva entre eles, posteriormente.
Do outro lado, pode crer que, uma vez assinado o contrato, ele passa a valer, sem qualquer problema, até o momento de uma falha de sua parte.
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