Um bate papo
1. Qual a importância de se investir na carreira profissional?
Investir na carreira profissional é tudo. Quem não investe na carreira não pode esperar a transformação de sonhos, idéias e metas em em realizações, soluções e resultados – É bom lembrar: “Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje!”
2. Quando se deve começar a investir na sua carreira profissional? Existe um momento certo?
Na realidade, o começo é o momento em que a gente inicia a própria formação; ou seja, já como jovem em casa, p.ex., ler mais, assistir menos TV – é o exercício de aprender a aprender.
Segue-se um processo que nunca deve acabar; ou seja, deve-se aprender sempre – é a grande dádiva para o ser humano.
Mas existe uma fase ideal na vida, entre os 17 e 20 anos, quando você precisa decidir: O que quero ser? Qual a minha vocação? Que desafios eu busco? O que tenho que fazer para chegar lá? O que eu conheço? O que eu sei fazer? Como, onde e com quem começar?
A fase seguinte é estar ligado em oportunidades que surgem “para vender nosso peixe”, tenha eu as procurado ou tenham elas “caido do céu”...
3. De que forma podemos investir na nossa carreira profissional?
Existem “n” formas, mas algumas são imprescindíveis:
Antes de tudo, é preciso levar a formação escolar (Fundamental e Médio) muito a sério. No Brasil, onde a educação escolar é tão deficiente, o próprio aluno deve procurar suprir estas falhas, comparecendo e prestando sempre atenção nas aulas, lendo o máximo de boa leitura que conseguir, aprendendo para o futuro e não apenas para a prova e assim por diante. Somente com muita dedicação, disciplina e diligência, ele poderá ingressar em uma boa faculdade pública, se este for o seu interesse.
No entanto, o passaporte para a carreira não é necessariamente uma Faculdade; dependendo do seu objetivo profissional, um Curso Técnico Profissionalizante bem feito também, aliado a uma postura focada, pode levar a uma carreira de sucesso.
Durante o estudo, o futuro profissional já deve buscar uma oportunidade de trabalho (p.ex. office boy, estagiário etc.) para aprender o que é o mercado de trabalho e ganhar o seu próprio dinheiro.
Uma vez colocado no mercado, é preciso trabalhar fatores educativos, como:
4. Para melhorar o currículo, que cursos você indica? Ou isso vai depender da profissão? (mais vantagem em alguns casos pós, noutros cursos profissionalizantes etc). Cite exemplos.
Para uma carreira vertical (Gestão) o mercado requer uma ou mais pós. Para uma carreira horizontal (Técnico) ajudam cursos profissionalizantes.
Todavia, a melhor qualificação que pode e deve transparecer em um currículo são evidências de que você começou cedo a aprender, a transformar o aprendizado em trabalho e o trabalho em resultado – é a escola da vida...
Aqui algumas dicas para um currículo “vencedor”:
* Estou disponível para dar dicas para uma entrevista “certa”.
5. Por que muitas pessoas não investem na sua carreira profissional? E quais são as conseqüências dessa falta de investimento?
Por inércia ou ignorância, incompetência ou tudo junto. A conseqüência é sonhar sem realizar, idealizar sem concretizar, querer sem conseguir – ou seja, insegurança, frustração, desespero e, em casos mais graves, álcool, droga etc. e, muitas vezes, culpar “o outro” e não a si próprio pelo fracasso.
6. Muitos dizem que não investem na sua carreira por falta de dinheiro e tempo. Como quebrar isso? Como organizar esse tempo e esse dinheiro?
Para quebrar este paradigma, antes de tudo é preciso acabar com a crença de que é o empregador, em primeira linha, que deve investir na carreira do profissional. Muito pelo contrário: quem faz a sua carreira e nela deve invetir é o profissional.
A problemática de falta de tempo e/ou de dinheiro se dilui namedida em que o profissional atua de forma seletiva, ou seja, ele busca treinamentos realmente pertinentes ao seu aprimoramento, aplicáveis aos seus propóstitos e necessidades. Em assim sendo, um investimento em um diploma ou treinamento pouco vale, se o aprendizado não puder ser aplicado no dia-a-dia, alavancado os resultados esperados.
Em última instância, é tudo uma questão de foco no comportamento que interessa:
Os comportamentos de um profissional “cobiçado” são:
O que as empresas mais buscam (mas dificilmente encontram) são potenciais (Talentos) com comportamentos, como: transformar sonhos em soluções, idéias em negócio, metas em resultados.
Para um executivo de sucesso contam comportamentos, como:
O “QIM” do Intra-Empreendedor (intrapreneur)
O nome do jogo é provar: “eu sou possível” !
7. Quando é que a pessoa já pode colher os frutos desse investimento?
Toda vez em que ela consegue fazer percebida a sua competência (conhecimento, habilidade, atitude, postura, ação). É tudo uma questão de Marketing Pessoal – quem atinge ou supera metas, mais cedo ou mais tarde é lembrado para oportunidades de crescimento...
8. Que dicas (umas 5) você poderia dar para quem quer investir na sua carreira?
Para finalizar, adote os 3 + 1 comportamentos “vencedores”
e ser rápido no gatilho: “O dia de amanhã ninguém usou. Ele pode ser seu!” (Pagano Sobrinho).
9. Se quiser acrescentar mais alguma informação sobre o assunto, fique à vontade.
Para informações e dicas complementares recomendo meu livro “Prisma – girando a pirâmide corporativa”, um guia para facilitar a carreira.
Werner Kugelmeier
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