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Austália
 
Na comparação do Brasil com a Austrália, há semelhanças quanto ao tamanho continental dos dois países, à abundância em recursos agrícolas e minerais, às  condições climáticas variadas e à profusão de belezas naturais.

 

As diferenças marcantes estão na demografia, tamanho do mercado e distribuição de renda.

 

A distância, as semelhanças e as diferenças entre os dois países podem ser os fatores atrativos de maior intercâmbio de empresários. O conhecimento mútuo poderá levar a um estreitamento dos laços comerciais.

 

O mercado australiano para exportadores brasileiros.

 

Os empresários brasileiros que têm interesse na Austrália podem contar com um mercado de grande potencial. De modo geral, não existem restrições para internar mercadorias no país. É uma nação que atua de maneira ativa no comércio mundial e encoraja, de maneira incisiva, o incremento dos negócios internacionais.

 

Os problemas maiores para os exportadores brasileiros referem-se à logística. Há necessidade de melhorias nos transportes marítimo e aéreo entre os dois países, por conta da longa distância que os separa.

 

Participante da Organização Mundial do Comércio (OMC), a Austrália pratica políticas tarifárias e métodos de controle anti-dumping, de acordo com as regras da instituição. As tarifas e outras barreiras ao comércio estão em patamares bem reduzidos, chegando à taxa nominal de impostos de 5% ou mesmo à isenção. Só é relativamente alta nos setores de automóveis, têxtil, de vestuário e de calçados. A tarifa de carros importados caiu de 15% para 10% em janeiro de 2005. Mesmo assim, a redução nesses setores está ocorrendo em ritmo lento.

 

Os pormenores sobre o regime aduaneiro australiano e as normas de importação, inclusive para amostras e mostras promocionais, podem ser obtidos aqui no Brasil. A organização governamental encarregada é a Austrade (Australian Trade Comission), no Consulado Geral da Austrália.

 

Como conquistar o mercado australiano:

Pode-se considerar a Austrália um país atraente e seguro para a realização de negócios, pois os sistemas jurídico e bancário oferecem uma proteção eficiente para as transações comerciais. O consumidor australiano, em geral detentor de alto grau de profissionalização, é exigente quanto a qualidade, serviço, desempenho dos produtos adquiridos e regularidade de suprimento.

 

Quanto aos produtos a serem oferecidos, estes devem obedecer às leis do país no que concerne principalmente à segurança, desempenho e salubridade. A promoção e a estratégia de marketing devem ser eficientes.

 

Tarifas

Como a maioria das nações que atuam no comércio internacional, a Austrália adota o Sistema Harmonizado de Descrição de Mercadoria e Codificação. De acordo com essa convenção, é utilizada uma estrutura tarifária uniforme que facilita as atividades comerciais internacionais, em especial quanto à classificação e à identificação dos produtos comercializados.

 

A Lei de Tarifa Alfandegária, estabelecida em 1997 pela Austrália e que segue a estrutura harmonizada internacional, conta com 95 capítulos nos quais o país procura minimizar o uso em excesso de subtítulos. Mas há algumas exceções, por razões de ordem política ou de segurança nacional.

 

Se o exportador brasileiro quiser verificar a classificação tarifária dos produtos, pode procurar orientação em qualquer porto de entrada da Austrália. É preciso preencher um formulário, solicitando a classificação tarifária pela alfândega australiana, que emitirá documento oficial sobre o assunto. Assim, a alfândega torna-se a responsável pela classificação, isentando o importador de pagar taxas retroativas e de penalidades, enquanto perdurar o período de validade.

 

Para incentivar o desenvolvimento industrial do país, o governo australiano determina as tarifas aduaneiras a partir das investigações da Comissão Industrial e com aprovação do Parlamento. Na maior parte, as tarifas aduaneiras impõem uma taxa ad valorem aos produtos que são importados sobre o valor do produto free on board (FOB). Mais do que elevar a renda, a finalidade das tarifas é fomentar o desenvolvimento e expansão das indústrias do país. A legislação permite a entrada de bens livres de impostos nos casos em que não houver competitividade com a produção interna. Há determinadas mercadorias que são proibidas pelo regime alfandegário de ingressar no país, tais como alimentos in natura, motores de veículos, calçados, roupas e jóias.

 

A Austrália, em relação às nações consideradas em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, concede tarifas preferenciais de importação. Se não houver especificação em contrário nas tarifas alfandegárias, essa taxa de imposto será aplicada para os produtos brasileiros.

 

Restrições

Há duas formas de restrições quantitativas aos produtos importados pela Austrália: licenças e quotas. A outra forma de restrição quantitativa é a imposição de quotas tarifárias. São taxas elevadas, como, por exemplo, na importação de têxteis, roupas e calçados.

 

Regras de etiqueta

Os australianos são bastante amigáveis, flexíveis e diretos. Costumam tratar todas as pessoas da mesma maneira, sem discriminação social, racial ou financeira. Assim, anunciar sua posição, seus feitos e seus títulos são atitudes vistas negativamente. A modéstia é uma das principais características deste povo.

 

A língua oficial é o inglês, fundamentado no britânico, porém com algumas palavras e expressões tipicamente australianas.

 

Nas reuniões

É ideal agendar os encontros com, no mínimo, um mês de antecedência. O horário de trabalho na Austrália é das 9 às 17 horas e os melhores meses para negócios são entre março e novembro.

 

Um firme aperto de mãos é usual entre os homens, tanto no início quanto no final de uma reunião. Ao encontrar uma mulher, ela deve oferecer a mão para o cumprimento ou o mesmo é dispensável.

 

Os australianos gostam de ser tratados pelo primeiro nome, mas esse nível de informalidade deve ser sinalizado pelo interlocutor. Nos primeiros contatos é oportuno utilizar Mister (Mr.), Mistress (Mrs.), Miss ou Sir com o sobrenome da pessoa.

 

Trocar cartões de visita (em inglês !) é uma atitude institucionalizada no ambiente de negócios.

 

A pontualidade é indispensável. O atraso pode resultar em adiamento da reunião ou passar uma imagem de irresponsabilidade. Portanto, se a demora for inevitável, é conveniente avisar antecipadamente.

 

Os australianos costumam ser pragmáticos e orientados para resultados. Nos negócios devem ser apresentadas propostas claras, com termos aceitáveis e que enfatizem os pontos positivos e negativos do produto. A barganha não é comum; no entanto, é bom garantir alguns benefícios para oferecer durante a negociação.

 

Não é habitual oferecer presentes, todavia ao ser convidado para um jantar na residência de um australiano é de bom grado levar uma pequena lembrança. Olhar nos olhos do interlocutor, seja em uma conversa informal ou em uma reunião, é uma atitude que gera confiança. Ao fazer uma promessa, tenha certeza de que poderá cumpri-la. Os australianos são diretos. Tudo que eles falarem deve ser interpretado literalmente.

 

Nos encontros fora do escritório:

Alguns restaurantes não servem bebidas alcoólicas. Neste caso, há um cartaz na porta com a mensagem BYO (bring your own) e o cliente pode levar sua própria bebida, pagando uma pequena taxa, se necessário; Se convidado para um drink, evitar temas de negócio. É o anfitrião que deve iniciar o assunto. Nos restaurantes, a conta deve ser dividida, exceto se o anfitrião se oferecer antecipadamente para pagar. Nos pubs, cada integrante da mesa paga uma rodada de bebidas, inclusive as mulheres.

 

Os churrascos (barbecues) são bastante comuns. Normalmente, os convidados são requisitados a levar uma porção de alimento e/ou uma quantidade de bebida. O traje é informal, já que os barbies (como são informalmente chamados) normalmente acontecem na casa do anfitrião. Em um jantar, os convidados costumam levar uma garrafa de vinho.

 

Outras dicas:

Os governantes dos estados australianos são chamados "premier". Há apenas um primeiro-ministro, em Canberra, a capital.

 

A carne de canguru é considerada uma especiaria.

 

Oferecer gorjeta para taxistas não é muito comum, mas a atitude é bem aceita. Em restaurantes ela não ultrapassa 10% do total da conta.

 

Passeios turísticos, esportes e os vinhos australianos são bons assuntos para iniciar uma conversa. Tópicos como aborígines e migração são polêmicos, sendo de bom-tom evitá-los.

 

Os australianos costumam ser irônicos e provocativos. Nessas ocasiões, o ideal é responder da mesma forma, com bom humor, o que demonstra autoconfiança.

 

Em geral o traje de negócios é formal, mas em encontros com empresas menores e no interior pode variar. No verão os homens podem dispensar o blazer. As mulheres devem evitar a cor vermelha e maquiagem forte.

 

Documentação

Todos os embarques para a Austrália necessitam uma fatura na qual deve ser feita a discriminação dos bens, quantidade, número de volumes e os rótulos de identificação do navio ou avião. O referido documento deve declarar o valor da mercadoria para se calcular as taxas, com base no preço total de venda FOB. O conhecimento de embarque (Bill of Lading) é obrigatório nos embarques marítimos. As faturas devem ser enviadas pelos armadores, quando o navio partir do país exportador.

 

Evento eficiente

As Empresas que desejarem expor em feiras na Austrália poderão obter informações sobre os eventos com o Setor de Promoção Comercial (Secom) do Consulado Geral do Brasil na Austrália ou com as câmaras de comércio. A Australian Trade Comission (Austrade), agência do governo australiano para o fomento das exportações e investimentos, também fornece dados sobre exposições e mostras internacionais. Presente em 57 países, também há um escritório da Austrade em São Paulo.

 

Embaixada da Austrália no Brasil
SES - quadra 801 - conj. K - lote 07
70200-010 Brasília - DF
Tel.: (61) 226-3111 ou 223-7772
Fax: (61) 226-1112
Homepage: www.brazil.embassy.gov.au
E-mail: embaustr@terra.com.br



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